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A
escolha da profissão -
O que você vai ser quando crescer ?
Uma
análise do Censo de 2000 do IBGE feita pelo Observatório
Universitário indicou a correlação
entre a profissão exercida e o curso superior
realizado pelos profissionais. Enquanto 70% dos dentistas,
75% dos médicos e 84% dos enfermeiros trabalham
na mesma área em que se formaram, apenas 10%
dos economistas e biólogos e 1% dos geógrafos
segue o mesmo caminho.
É
evidente que faltam vagas no mercado de trabalho. As
grandes empresas têm diminuído o número
de vagas disponíveis e são as pequenas
companhias as provedoras do mercado de trabalho atual.
Ainda assim, a oferta de trabalho é infinitamente
inferior à demanda.
Há
quem defenda a tese de que adolescentes são muito
imaturos para optar por uma determinada carreira. O
que falta aos nossos jovens é preparo. Um aparelhamento
que deveria ser ministrado desde o ensino fundamental
através de disciplinas e experiências alinhadas
com a realidade, promovendo um aprendizado prazeroso
e útil, despertando talentos e desenvolvendo
competências. Um ensino capaz de inspirar e despertar
vocações.
A
escola e a família devem propiciar ao aluno caminhos
para o autoconhecimento e a descoberta da própria
personalidade e identidade. Fornecer informações
qualificadas e estimular a reflexão, exercendo
o mínimo de influência possível.
Orientação
vocacional não se resume aos testes de aptidão
e aos questionários. Envolve conhecer as diversas
profissões na teoria e na prática. Provocar
o interesse e, depois, a paixão por um ofício.
Precisamos
voltar a perguntar aos nossos filhos: “O que você
vai ser quando crescer?”. A magia desta indagação
é que dentro dela residem os sonhos e a capacidade
de vislumbrar o futuro. Aliás, talvez também
devamos colocar esta questão para nós
mesmos, pais e educadores....
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